Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 660 vezes em 2014. Se fosse um bonde, eram precisas 11 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

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Mudanças

“Você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui.”

Demorei muitos anos para acordar de tantas coisas…mas antes tarde do que nunca. Alguns aspectos em minha vida achei que nunca iria dar conta de mudar. Percebia a lenta transformação em algumas coisas, mas outras ainda estavam muito longe de acontecer.

Mas aos poucos fui percebendo que as mudanças externas só podem acontecer com transformação interior. Quer um exemplo? Dieta. Fiz dieta desde que me conheço por gente, mas nunca conseguia resultados satisfatórios, assim como a maioria das pessoas. E mesmo tendo conseguido tantos resultados positivos em muitos aspectos, queria bater na nutricionista que me mandasse comer duas colheres de arroz.

Mas um belo dia…me dei conta de que a quantidade de comida que ingerimos está mais relacionada a hábitos do que realmente necessidade. E a partir daí, comer só duas colheres de arroz passou a ser algo absolutamente satisfatório. Se hábito é aprendido, posso desaprender também. E hoje tenho plena certeza de que jamais voltarei a comer montanhas de comida novamente.

A internet tem me ajudado horrores com vídeos, sites sobre minimalismo, uma galera da espiritualidade que eu adoro (Gasparetto, Flávia Melissa e por aí afora).

Até onde se pode crescer? Não sei, mas é gratificante saber que encontrei o caminho. Poderia ter encontrado antes? Poderia, mas sem os erros e sofrimentos do passado jamais teria chegado aqui.

Namastê. _/\_ :p

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Primavera, verão, outono, inverno e…primavera

Filme um tanto quanto previsível do diretor coreano KIM KI-DUK, mas nem por isso menos belo. E justamente a estética oriental que confere beleza a ele.

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Cicatrizes

A dor é uma coisa muito esquisita; ficamos desamparados diante dela. É como uma janela que simplesmente se abre conforme seu próprio capricho. O aposento fica frio, e nada podemos fazer senão tremer. Mas abre-se menos cada vez, e menos ainda. E um dia nos espantamos porque ela se foi.”(Do filme Memórias de uma Gueixa)

Dia atrás, queimei minha mão no ferro de passar roupa. Engraçado como qualquer queimadura ou machucado, por menor que seja, incomoda muito e demora a passar a dor.  Pensei com meus botões que iria acompanhar com atenção a evolução daquela queimadura até que ela desaparecesse.

Nos primeiros dias, a vermelhidão. Aos poucos foi formando a casquinha, que a gente tira porque não aguenta esperar que saia sozinha. Depois forma uma espécie de uma nova pele que fica mais grossa e dá pra sentir quando se passa a mão por cima.

Hoje está cicatrizada, ainda saliente e quase desaparecendo. Não sei se a cicatriz irá desaparecer, mas creio que sim. Assim como nossas dores emocionais. Algumas lembramos quando sentimos alguma “saliência” que ficou. Outras desaparecem na memória e nunca mais nos damos conta de que ela um dia existiu.

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Uma manhã qualquer (por falta de título melhor)

Na fria manhã de quarta-feira, tomei o ônibus escolar e sentei-me ao lado da aluna da APAE, único lugar disponível, como sempre. Notei que a barriga de grávida dela havia desaparecido, mas não quis comentar. Fiquei pensando como ela poderia estar de volta para a escola em tão pouco tempo, afinal, a licença maternidade é um período bastante longo.

Após alguns minutos, ela sacou um álbum e mostrou-me a foto de um recém-nascido: “Meu filho”. Então, senti abertura para o assunto. Perguntei o nome, ela me falou. Depois começou a dizer algumas coisas que não eu não compreendia.

– Onde está a criança? – Eu perguntei.

E ela me respondeu:

– Com “uma mulher” que nem olhou na minha cara.

No começo pensei que fosse alguém que estivesse incumbida de cuidar do bebê, mas alguma coisa me dizia que havia algo mais. Perguntei quando ela iria ver o filho e ela me disse:

– Nunca mais. Apenas amamentei duas vezes e nunca mais o vi.

Ficamos em silêncio por um tempo, e enfim arrisquei:

– Você queria dar o seu filho?

– Não. – Ela me disse com os olhos tristes.

Posso imaginar os motivos que a família teve para dar a criança, mas o fato de trazer a foto consigo e me mostrar me diz que ela nunca mais vai se esquecer do filho que lhe foi tirado.

E foi assim que comecei o dia: com os olhos rasos de lágrimas.

 

 

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Diário de uma yogini

Faz tempo que tenho vontade de praticar yoga, mas não quero pagar, muito menos me deslocar até Maringá. Os vídeos do youtube já não me satisfazem e então achei um livro antigo em um sebo com programa de seis meses.

Ontem, primeiro dia, não deu nada certo, como era de se esperar. As posturas, que nas fotos parecem tão simples, na verdade são difíceis demais para principiantes, principalmente para quem está acima do peso, como eu.
No primeiro movimento já quase arrebentei a cervical, o que me fez pensar que isso iria ser mais complicado do que parece. A respiração também é um problema, já que sou ansiosa e sempre preferi esportes de explosão.
Hoje, as coisas foram um pouco melhores. Consegui controlar a respiração e também as posturas (asanas) já não foram tão difíceis como ontem, embora estejam longe do ideal.
Tentarei seguir o programa, embora saiba que há dias em que é impossível praticar o que quer que seja. Espero com o programa da prática encontrar um equilíbrio maior que me proporcione um bem-estar, auxiliando inclusive na capacidade de ter uma alimentação mais saudável. Junto com a corrida, quero mandar embora o excesso de peso que insiste em não me abandonar, mesmo praticando tanto esporte e ter reduzido quase a zero o consumo de bebida alcoólica.
Bem, o vídeo abaixo me serviu de inspiração. Espero que eu também consiga bons resultados, assim como ele, tanto no excesso de peso quanto nos problemas de coluna. Inchallah!
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Não existe crise literária!

Não existe! É você que não sabe procurar direito. Sim, cheguei a essa conclusão.  Durante algum tempo fiquei com a impressão de já ter lido livros tão incríveis que passei a achar impossível existirem outros. Depois de Hermann Hesse, enveredei-me pelos caminhos espirituais, com o xamanismo de Carlos Castañeda, livros sobre Wicca e tantos outros. Nenhum de temática diferente conseguia chamar minha atenção. Foi quando decidi me forçar a ler um romance de Somerset. 

Bem, apesar de sua prosa de inconfundível qualidade, O destino de um homem não é o que se possa chamar de grande romance, mas acabei mesmo assim. E agora? Ler o quê? Então que tive a ideia de pesquisar listas de melhores livros de literatura de todos os tempos, pois seria impossível tanta gente estar enganada. E assim comecei a criar uma listagem com os próximos que irei ler.

Porém, havia um chinês no meio do caminho. Ele estava lá, abandonado em uma capa feia na estante da biblioteca do colégio. Uma edição tão antiga que está se desintegrando. E não é que ele me escolheu? São 800 páginas divididas em dois volumes. O primeiro já estou quase terminando. Não estou devorando-o, porque sacumé, né? Muita coisa boa na internet, mas pôs fim na minha crise literária. 

Gratidão, grande Lin Yutang!Imagem

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