“Isso me alegra montão”

Conhecer as pessoas é como montar um puzzle: aos poucos a imagem vai aparecendo. No entanto, indivíduos não são compostos por peças. A semelhança acaba por aí.

Vamos conhecendo as pessoas de acordo com as peças que elas mesmas nos dão para completar o quebra-cabeça. Aí acontece o seguinte: ou elas nos fornecem as peças erradas, ou nós é quem colocamos as peças no lugar errado, ou elas nem nos fornecem as peças e assim por diante.

Dessa forma, ficamos diante de algo sempre inacabado. Temos duas opções: transformar o ato do conhecimento do outro em algo angustiante, pois é cheio de dúvidas, ou à maneira de Guimarães Rosa aceitar a beleza do fato: “o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando.”

A beleza de aceitar que o quebra-cabeça jamais ficará pronto.

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Sobre necildas

"Eu quase de nada não sei, mas desconfio de muita coisa."
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Uma resposta para “Isso me alegra montão”

  1. romulo disse:

    o imprevisível é libertador

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