Um filme iraniano num domingo chuvoso

Assisti a Gosto de cereja, do diretor Abbas Kiarostami,há muitos anos. Na época, me lembro de ter dormido algumas vezes e retomava depois. Acho que foi um dos meus primeiros cult. Encontrei-o hoje no Youtube e decidi vê-lo novamente. Creio que amadureci pra ele: foi prazeroso do início ao fim. Ainda estou longe da compreensão de um filme tão aberto como este, mas encontrei um significado pra mim e isso faz toda diferença. 

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Supermercados sempre rendem boas reflexões

Saí do trabalho e passei no supermercado para comprar umas “coisinhas”. Véspera de feriado, ele estava lotado, claro. As pessoas estavam se acotovelando sob uma parreira de ovos de páscoa com medo de não conseguir comprar no sábado de aleluia aquela porção de ar cercada de chocolate por todos os lados. Vai que acaba?

Peguei minhas “coisinhas” e tentei me esquivar das pessoas dando o drible da vaca nos corredores cheios. O caixa rápido estava lento. Fui ao outro mesmo e comecei esperar pela minha vez. Olhei para minha cestinha e reparei que se a abandonasse ali mesmo, não faria a menor diferença. Hesitei porque fiquei pensando no trabalho que daria devolver todos aqueles produtos em cada seção. Deixar ali seria muita sacanagem.

Foi só o tempo de pensar nisso e refletir no amontoado de coisas que as pessoas estavam comprando para o feriado e chegou minha vez. Passei minhas “coisinhas” pelo caixa e fui embora. Ainda não foi dessa vez.

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Ten things I LOVE about you <3

1- Amo sua voz e sua cor. (e o resto dessa música toda)

2- Amo a maneira como você me protege quando estamos no meio de muita gente. 

3- Adoro ver você dançar aquelas músicas tunisianas.

4- Adoro ouvir você cantar em árabe. 

5- Amo quando cozinha pra mim.

6- Acho lindo quando diz “Je t´aime”.

7- Amo seu sorriso.

8- Adoro como meu coração dispara quando sobe a plaquinha online do Skype

9- Amo conversar com você e acho incrível nossa sintonia perfeita num idioma que não é o nosso. 

10- Enfim, amo tudo o que sou quando estamos juntos. 

Nhebek, Ti amo, I love you, Je t´aime ❤

 

 

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“Piano no mori”

Piano no Mori (ピアノの森 The Perfect World of Kai, 2007) conta a história de um menino, Amamiya Shuuhei, filho de um famoso pianista que se muda para uma cidade do interior onde mora sua avó. Amamiya toca piano quase por obrigação, pois é pressionado pela família a ser um pianista como o pai. Mas nessa cidade seu destino irá mudar. Ele conhece Kai, um menino rebelde, de família humilde, mas que tem um grande talento para tocar piano.

Assim como na história do filme Amadeus (aliás, Mozart é presença constante no filme), há alguém que se dedica e alguém que tem o talento natural. Kai desperta o interesse de um professor que havia sido um grande pianista, mas não pôde continuar a carreira por causa de um acidente. No concurso anual para jovens pianistas (coisas de Japão), Amamiya acaba se classificando, mas Kai não, apesar de tocar brilhantemente.  De acordo com seu professor, seu talento era para muito mais do que um concurso.

Apesar de todos os conflitos que a presença de Kai despertou em Amamiya, no fim este percebe que a amizade era muito maior do que qualquer rivalidade. Para Amamyia, Kai foi uma bênção que fez com que ele visse o piano de uma outra forma.

“Se eu não tivesse encontrado você, iria acabar odiando piano”

O conselho do professor para os dois: “Toque seu próprio piano.” Belíssima animação japonesa sobre amizade e como na vida não devemos nos comparar a ninguém. Há um momento em que o professor diz: “Quando conseguir tocar seu próprio piano irá ter a melhor sensação de sua vida.”

Quando conseguimos ser nós mesmos, temos também a melhor sensação de nossa vida. A sensação de plenitude. Imagemo

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Eu e o outro

Carlos Castañeda, no início do livro A erva do diabo, relata que encontrou muitas barreiras para sua aprendizagem com dom Juan por conta de diferenças culturais. Creio que não exista nenhum antropólogo que não relate tal dificuldade. Fiquei pensando então em como pode ser enriquecedora a experiência do contato com o outro, com alguém que pertence a uma cultura completamente diferente da nossa.

Hoje, com a facilidade de comunicação, tornou-se corriqueiro o contato com pessoas de culturas diferentes. No entanto, as barreiras continuam as mesmas, como por exemplo, olhar para o outro tendo como base a sua própria cultura. Isso aconteceu comigo quando conheci a pessoa com quem me relaciono, um tunisiano, cuja língua é o árabe e o francês e também é muçulmano. Foi um começo conturbado justamente porque eu o olhava com base em minha bagagem cultural. Aos poucos fui percebendo que apesar de toda nossa afinidade, existiam coisas que eu jamais conseguiria explicar para ele. Conversando numa terceira língua, que não é a minha nem a dele, só mesmo com muita vontade de dar certo para poder superar. Contudo, estamos juntos há um ano e meio, conversando horas e horas a fio. Agora já compreendo as diferenças, compreendo que certas coisas são impossíveis de explicar, principalmente os sentimentos.

Um relacionamento, seja com quem for, é sempre enriquecedor. Mas quando se trata de alguém tão diferente, é inexplicável a sensação de ir desvendando dia a dia as nuances da linguagem e a maneira de olhar o mundo que é própria de cada cultura.

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Baba Aziz

A vida tem seus mistérios. Alguém postou no Facebook uma imagem de um dervixe com o universo ao fundo. Uma outra pessoa postou Baba Aziz (2005) nos comentários. Já havia lido alguma coisa sobre o sufismo e senti que um filme sobre dervixes poderia ser interessante. Mas foi muito mais que isso. Foi revelador. Ultimamente não consigo mais assistir a um filme ou ler um livro que não me toque profundamente. 

Fui pesquisar sobre o filme e descobri que havia sido filmado nos desertos da Tunísia. Mas qual não foi minha surpresa ao descobrir que estava diante de Nacer Khemir, um cineasta tunisiano. Mais ainda: Baba Aziz é o último filme de uma trilogia, chamada trilogia do deserto. 

É a Tunísia de novo em meu caminho. A Tunísia, onde encontrei amigos e onde encontrei o amor mais lindo de toda minha vida. ❤

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As mandalas

Já faz um tempinho que me apaixonei pelas mandalas. Já pintei algumas e agora, como tenho tempo de sobra, resolvi aprender a desenhá-las também. O texto abaixo encontrei em um site:

O que é mandala

Mandala é uma palavra sânscrita, que significa círculo. Mandala também possui outros significados, como círculo mágico ou concentração de energia. Universalmente a mandala é o símbolo da totalidade, da integração e da harmonia.
Em várias épocas e culturas, a mandala foi usada como expressão científica, artística e religiosa. Podemos ver mandalas na arte rupestre, no símbolo chinês do Yin e Yang, nos yantras indianos, nas mandalas e thankas tibetanas, nas rosáceas da Catedral de Chartres, nas danças circulares, nos rituais de cura e arte indígenas, na alquimia, na magia, nos escritos herméticos e na arte sacra dos séculos XVI, XVII e XVIII.
A forma mandálica pode ser encontrada em todo início, na Terra e no Cosmo: a célula, o embrião, as sementes, o caule das árvores, as flores, os cristais, as conchas, as estrelas, os planetas, o Sol, a Lua, as nebulosas, as galáxias. Se observarmos o cotidiano a nossa volta, perceberemos estruturas mandálicas onde nunca pensaríamos haver, como no gostoso pãozinho ou no macarrão que comemos: começam com a massa que depois de amassada vira uma bola – mandala tridimensional – para crescer. O prato onde comemos tem a forma circular, e quando nos servimos formamos uma mandala colorida, que irá nos alimentar e nos nutrir, dando energia e vitalidade ao nosso corpo. A própria Terra foi formada por uma explosão de forma mandálica.

do site: http://www.mundodasmandalas.com

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Minha primeira mandala: tenho duas mãos esquerdas, portanto, não há como desenho algum ficar bom, principalmente envolvendo coisas como compasso. Mas o objetivo é a terapia. Pintar mandala acalma, organiza nosso mundo interior. 

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